AMBr realiza Programa de Educação Continuada sobre Viroses Endêmicas

Evento trouxe o que há de mais atual sobre diagnóstico e tratamento de doenças como Influenza, Dengue, Hantavirose e Chikungunya

A Associação Médica de Brasília (AMBr), realizou, na sexta (24) o Programa de Educação Continuada (PEC) “Viroses Endêmicas e os Desafios no Diagnóstico e Tratamento”.

Durante as palestras, o médico infectologista Dr. Dalcy Albuquerque falou sobre quatro viroses específicas: Influenza, Dengue, Hantavirose e Chikungunya. Especialista em Medicina Tropical, Dr. Dalcy abordou características dos vírus, formas de transmissão, manifestações clínicas, sinais de agravamento das doenças, diagnóstico laboratorial, protocolos a serem seguidos, formas de prevenção, imunização e tratamento.

Na abertura do evento, o Diretor de Planejamento da Associação Médica, Dr. Nasser Sarkis (cardiologista), destacou a relevância do tema escolhido para esta edição do PEC.

“Escolhemos estes quatro tópicos (Influenza, Dengue, Hantavirose e Chikungunya), dada a importância deles e pelo momento em que nós vivemos. É um assunto que é comum a todas as especialidades médicas. Da Psiquiatria a Pediatria, do intensivista ao clínico e a todos que fazem Medicina e que se interessam pela ciência médica”, disse.

Dr. Nasser chamou a atenção para a evolução histórica e biológica dos vírus e alertou para a necessidade de atualização científica a respeito do assunto, no sentido dos profissionais estarem preparados para possíveis epidemias.

“Nós assistimos, nesses últimos 30 anos, algumas mudanças muito peculiares. O mundo biológico é dinâmico, está em constante evolução e mutação. Nós vimos emergir a Aids – a nível de todos os países, praticamente – e algumas doenças tidas como emergentes, que nós sabemos haver o risco potencial destas doenças infecciosas surgirem, através de mutações, e se tornarem epidemias a qualquer instante”, disse.

Dr. Dalcy Albuquerque abordou os temas, sob o aspecto da saúde pública, com foco na parte prática, para profissionais que trabalham em Emergências, UPA’s, Unidades Básicas e hospitais em geral.

De acordo com o palestrante, “estas doenças representam um grande problema de saúde pública. Por isso, é importante mostrar a importância que a vigilância tem, principalmente, no apoio ao trabalho do clínico que está lá na ponta, no plantão, na frente de uma fila enorme, com uma pressão por atendimento da própria comunidade, da imprensa e com uma série de outros fatores, que acabam pressionando, e em condições que nem sempre são as melhores”, disse.

Sobre a Dengue, o infectologista chamou a atenção para o número de casos já registrados, até o momento, no Distrito Federal.

“Este ano aumentou muito o número de casos. Já estamos hoje com 17 mil. Embora a tendência agora – com a redução da chuva – seja a diminuição dos casos, provavelmente chegaremos na nossa marca histórica, que é em torno de 21 e 22 mil casos.

O palestrante destacou o fato de as viroses abordadas no PEC fazerem parte da rotina do atendimento médico.

“Influenza, Dengue, Hantavirose e Chikungunya são doenças que estão presentes no nosso dia-a-dia. Quem é médico acaba – quase que no seu dia-a-dia – tropeçando nessas doenças. Você tem a Influenza que acontece mais no período frio e Dengue, que acontece mais no calor. Hantavirose é uma doença que, embora com número pequeno, acontece. Já a Chikungunya, felizmente, ainda não tivemos uma grande epidemia no Distrito Federal, embora estas epidemias já tenham acontecido em vários locais do Brasil, com uma série de consequências”, afirmou.

Confira a matéria completa sobre o PEC “Viroses Endêmicas e os Desafios no Diagnóstico e Tratamento”, na edição nº 185 da revista Médico em Dia.

Facebook
Twitter

Mais Noticias...


Comentários



Adicionar Comentário




© Copyright 2019. AMBr - Associação Médica de Brasilia