Startup desenvolve molécula que impede metástase e promete ser aliada no combate ao câncer

Anticorpo impede que células cancerígenas se 'desgrudem' do tumor e se espalhem pelo corpo. Pesquisadores de Ribeirão Preto (SP) se preparam para realizar testes em humanos

Postado em: 27/11/2017
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A 200 graus abaixo de zero, no laboratório de uma startup na zona oeste de Ribeirão Preto (SP), está uma molécula que promete impedir o processo de metástase e ser importante aliada da medicina no combate ao câncer.

A pesquisadora Sandra Faça diz que o anticorpo monoclonal, como a substância é chamada, age diretamente nas células cancerígenas, impedindo que elas se “desgrudem” do tumor e se espalhem pelo corpo do paciente. “A gente conseguiu impedir a metástase, essa característica ramificada da célula, esse desprendimento do tumor para outras partes do corpo. São todos resultados in vitro, mas que evidenciam muito a possibilidade de realmente atuar na metástase”, diz.

O estudo está sendo desenvolvido desde 2009 e, testes feitos em camundongos apontam que a molécula conseguiu reduzir pela metade o tamanho do tumor. Isso significa que, em casos de câncer na fase inicial, a chance de cura é maior. “Ela age especificamente no alvo. Quando a gente fez terapia combinada e utilizou nossa molécula junto com o medicamento que já é utilizado atualmente, nós observamos uma redução ainda maior desse tumor”, afirma Sandra.

A realização de testes em seres humanos deve ter início em 2020. Sandra explica que essa fase da pesquisa depende de parcerias com hospitais e laboratórios interessados em desenvolver um medicamento a partir da molécula produzida. Devido aos resultados promissores, os pesquisadores também registraram a patente do anticorpo nos Estados Unidos.

O próximo passo do estudo é identificar os pacientes com câncer mais indicados para esse tipo de tratamento. “O desenvolvimento de um novo medicamento padrão leva vários anos. Espero que, nos próximos dois anos, a gente possa finalizar essa preparação da amostra para, aí sim, ser utilizado em pacientes e chegar na fase de desenvolvimento clínico”, diz.




Fonte: G1

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