Médicos reforçam como combater o câncer de colo de útero

Janeiro é o mês de conscientização da doença.

Postado em: 08/01/2018
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Janeiro é o mês de Conscientização e Combate ao Câncer de Colo de Útero e embora muitas sejam as ações no País contra a doença, ela continua, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), como o terceiro tumor mais frequente entre a população feminina, com taxa de incidência de 15 novos casos em 100 mil mulheres ao ano.


O ginecologista e obstetra e especialista em medicina legal, Dr. Volnei Paulino, explica que a profilaxia do câncer de colo uterino envolve a detecção precoce da patologia e a vacinação contra o HPV. O médico lembra que os principais exames empregados na detecção precoce desse tipo de câncer são a citologia oncótica cérvico-vaginal (exame Papanicolaou) ou o co-teste (citologia associada ao teste de DNA-HPV por captura híbrida).


“A citologia é um método rápido, econômico e o mais utilizado para detectar precocemente lesões neoplásicas e pré-neoplásicas cervicais, contudo está sujeito a erros, desde a colheita do esfregaço até à sua interpretação. No Brasil, a citologia oncótica é recomendada para mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos (e que já tenham vida sexual ativa), a cada três anos, após terem dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de um ano”, detalha Dr. Volnei, que compõe a diretoria da Associação Médica de Brasília (AMBr) como delegado suplente.


Já o exame de citologia associada ao teste de DNA-HPV por captura híbrida, é feito a cada cinco anos e é uma estratégia de rastreamento em mulheres com mais de 30 anos. “A colpocitologia é uma técnica aceita para avaliar mulheres com resultados de citologias cervicais anormais e  atua como componente integrado de programas de screening cervical e um passo diagnóstico essencial no planejamento terapêutico e acompanhamento das portadoras de lesões precursoras. A colposcopia com biópsia dirigida é um método para diagnóstico de lesões pré-neoplásicas do colo uterino. A associação da colposcopia, da citologia oncótica e da histologia constitui o chamado “tripé diagnóstico” que permite realizar o diagnóstico das lesões neoplásicas e pré-neoplásicas em mais de 90% dos casos”, enfatiza o especialista.


No que se refere as causas do câncer de colo de útero, o médico ginecologista e obstetra Ivan Malheiros, que é delegado efeito da diretoria da AMBr explica que as pesquisas ainda não mostram claramente qual é a principal, pois ainda não se conhece quais são todas, mas a presença do vírus do HPV está correlacionada e comprovada através de meta-análises publicadas na literatura médica. 


“É necessário, porém, enfatizar que apenas uma minoria, cerca de 6% das portadoras do vírus, desenvolverão efetivamente o câncer do colo útero. Desta forma pesquisa-se a presença do vírus e das lesões precursoras em todas as mulheres para proteger aquelas que desenvolverão o câncer. Não temos como pré-determinar entre as portadoras do vírus, inicialmente, quais desenvolverão o câncer”, afirma Dr. Malheiros.

                         

Abordagem necessária – A abordagem médica para explicar às mulheres a necessidade do sexo protegido deve ser o compromisso do médico na consulta. Por isso, Dr. Ivan Malheiros compartilha na sua experiência na conversa com a paciente, que deve ser de forma serena e técnica, sem alarmismos ou estresse desnecessário. “O conceito de sexo seguro, quando entendido de forma mais ampla, não significa apenas o uso do condon (a camisinha), mas sim a responsabilidade mútua e reciprocidade contínua entre o casal com a saúde de ambos".


O médico entende que quando um ou outro descobre que é portador do vírus HPV o diálogo é essencial. “No meu entender, a conversa deve ser franca, pois ficará claro que ambos passarão a necessitar do olhar atento do especialista na pesquisa e controle das lesões de risco para o câncer do colo útero. É importante que o vírus do HPV também está relacionando com o desencadeamento do câncer de pênis no homem, embora este desencadeamento do homem seja bem mais raro do que na mulher”, afirma.


Por fim, o Dr. Volnei Paulino reforça a importância da vacinação contra o HPV. "O Governo engloba meninas de 9 a 13 anos, e, no ano de 2017, foram incluídos os meninos de 12 a 13 anos. São aplicadas duas doses, sendo a segunda, seis meses após a primeira. Os portadores da imunodeficiência humana recebem três doses: a segunda, 60 dias depois da primeira e a terceira, após seis meses da primeira aplicação, isso na faixa etária de 9 a 26 anos. Vale reforçar a importância da visita ao ginecologista, que deve ser quando a menina tiver a menarca, que é a primeira menstruação. Ela ocorre habitualmente entre 10 e 14 anos". 

Fonte: Luan Comunicação

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