Avança criação de evento de prevenção à hepatite

Mobilização deverá ser feita a cada ano em todo o país, durante o mês de julho, efetivando ações relacionadas à luta contra as hepatites virais

Postado em: 01/06/2018
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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, na quarta-feira (30/5), uma proposta que institui no país o Julho Amarelo. A mobilização deverá ser feita a cada ano em todo o país, durante o mês de julho, efetivando ações relacionadas à luta contra as hepatites virais.

O projeto (PLC 35/2018), que segue para o Plenário, recebeu relatório favorável de Paulo Rocha (PT-PA). Para o senador, campanhas como essa podem estimular as pessoas a se vacinar contra a hepatite e a buscar o diagnóstico precoce. Ele fez alerta para o fato de que a hepatite é uma ameaça grave à saúde, pois ataca o fígado e, em muitos casos, é assintomática.

- É de grande relevância o diagnóstico precoce. Além disso, a vacinação é a melhor forma de prevenção. Instituir um mês destinado a chamar a atenção para as hepatites virais é um instrumento eficaz de conscientização sobre riscos, tratamento e prevenção.

Julho é o mês escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para celebrar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28 de julho).

Morte de bebês

A CAS também aprovou requerimento de Elmano Férrer (Pode-PI) para que a comissão faça uma audiência sobre a alta taxa de mortalidade infantil verificada na Maternidade Dona Evangelina, em Teresina. Na semana passada, o senador informou aos integrantes do colegiado que, de janeiro a abril, ocorreram 115 mortes de bebês no hospital.

- Se compararmos com dados anteriores, vemos um grande acréscimo nesse índice. Em 2008, era de 18,15 mortes por 1 mil nascidos vivos. Em 2017, a taxa subiu para 40,15. Índices muito superiores à média estadual [11,8] ou nacional [8,8] - afirmou.

Denúncias de médicos e funcionários da própria maternidade, segundo o senador, relatam problemas sérios que podem estar contribuindo para as mortes, como ausência de materiais básicos de higiene, sacos de lixo, detergentes, itens de procedimentos cirúrgicos e medicamentos, em um quadro que contribui para a disseminação de infecções hospitalares.

- Outro ponto crítico é a superlotação, com relatos de mulheres que tiveram filhos e depois ficaram em macas nos corredores, aguardando uma vaga na enfermaria.

A data da audiência será definida pela presidente da CAS, senadora Marta Suplicy (MDB-SP).
 
Foi aprovada ainda, a pedido de Dalírio Beber (PSDB-SC), uma audiência pública para debater a crise das santas casas. Deverão ser convidados representantes da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas.

Maconha medicinal

A pedido da presidente da CAS, a comissão fará duas mesas de debates para tratar da descriminalização do cultivo da Cannabis sativa (maconha) para uso pessoal terapêutico.

Com o tema "Maconha Medicinal: caminhos e alternativas para a legalização" a primeira mesa terá como convidados os psiquiatras Va-lentim Gentil e Luís Fernando Tófoli, ambos da Universidade Federal de São Paulo (USP).

Também devem comparecer o neurocientista Renato Filev, do Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), a advogada Margarete Brito, da Associação de Apoio à Pesquisa e a Pacientes da Cannabis Medicinal, e a bancária Cidinha Carvalho, presidente da Cultive Associação de Can-nabis Medicinal.

Para a segunda mesa de debates, que abordará o tema "Educação para a Prevenção e Ciência sobre as Repercussões do Uso da Maconha na Adolescência"! serão convidados representantes da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Educação, do Hospital Universitário da USP, do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas.

As datas das audiências públicas ainda serão definidas pela comissão.

Fonte: JORNAL DO SENADO

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