Outubro Rosa

Estimativa é de cerca de 600 mil casos novos de câncer em 2018

Postado em: 01/10/2018
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Estamos no outubro rosa, o mês da prevenção ao câncer de mama, é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, excluindo-se o câncer de pele, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) em 2015, último ano em que os números foram contabilizados, 15.403 mulheres morreram por conta do câncer de mama no Brasil. O INCA também lançou uma estimativa de que serão cerca de 600 mil casos novos de câncer em 2018.

A Região Centro-oeste acompanha a tendência do restante do país, apresentando taxas crescentes de óbitos de mulheres por câncer de mama, tendo inclusive, a partir do ano de 2010, taxa de mortalidade proporcional superior ao resto do Brasil. A incidência deste tipo de câncer vem aumentando nas últimas décadas em parte devido às mudanças nos hábitos de vida e no perfil epidemiológico da população. Porém os países desenvolvidos conseguiram, apesar desse aumento, reduzir a mortalidade.

A atenção com o próprio corpo aumenta de forma considerável as chances de cura. O diagnóstico precoce permite o conhecimento da extensão da doença (se está localizada ou generalizada) possibilitando que se determine qual o melhor tratamento. Por isso é importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama, criando o hábito de observação e a autopalpação.

SERVIÇOS DO SUS

Desde o ano de 2005 uma lei federal assegura a realização gratuita de exames de mamografia em toda a rede de Saúde pública brasileira. A faixa etária dos 50 aos 69 anos é definida como público prioritário para a realização do exame preventivo, mas mulheres de todas as idades possuem acesso ao serviço. Após o diagnóstico que confirme a doença a paciente também tem direito ao tratamento pela rede pública, que atualmente, deve ser realizado em no máximo em 60 dias após a constatação da doença Os tratamentos oferecidos pela rede pública são: Cirurgia Oncológica, Radioterapia, Hematologia e Oncologia Pediátrica em Unidade de Assistência de alta complexidade em Oncologia.

Em novembro de 2017 o Senado aprovou um projeto de lei, n° 12.802, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer a reconstrução mamária gratuita em casos de mutilação decorrente de tratamentos de câncer de mama. A reconstrução da mama já foi considerada por muitos como uma cirurgia feita por pura vaidade e portanto dispensável, mas a mutilação dos seios tem grande impacto emocional sobre a mulher. Após a luta pela sobrevivência a reconstrução mamária permite que a mulher reconstrua sua autoestima.

MEDICINA NUCLEAR PARA O, DIAGNOSTICO

"A Medicina Nuclear conta com tecnologias precisas para determinar o comprometimento dos gânglios (linfonodos que atuam na defesa do organismo) e a existência de metástases e micrometástases", afirma o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho que explica os exames existentes para o diagnóstico do câncer de mama:

PESQUISA DE LINFONODO SENTINELA

O exame é realizado com a injeção de um radiofármaco ao redor do mamilo ou próximo ao tumor-quando realizado em conjunto com ultrassom ou mamografia-que é drenado para os gânglios da axila, de onde se extrai o linfonodo sentinela, que, se estiver acometido pelas células cancerígenas, indica que existem outros gânglios potencialmente comprometidos (micrometástase) e determina a retirada de todos os linfonodos presentes no local, por meio de cirurgia.

As imagens tomográficas do linfonodo sentinela são captadas pelo equipamento SPECT/ CT, tecnologia de diagnóstico por imagem mais precisa, que permite melhor localização anatômica dos achados de cintilo-grafia, permitindo um procedimento menos invasivo.

CINTILOGRAFIA DE MAMA

Para este exame, também realizado com o equipamento SPECT/ CT, é necessária a injeção do radiofármaco na veia, que facilita a identificação das lesões tumorais na mama. A tecnologia permite a localização de lesões mesmo em regiões com mais tecido mamário, o que permite avaliar lesões em que a performance dos métodos habituais está limitada.

ROLL PARA A MARCAÇÃO DE TUMORES OCULTOS

A técnica ROLL, sigla em inglês para radioguided occult lesion localization, permite a marcação de lesões mamárias não detectáveis ao toque. As lesões são marcadas pelo radiofármaco injetado diretamente na mama acometida pela doença, guiado pela mamografia ou pela ultrassonografia.

O equipamento Gamaprobe detecta a radiação emitida pelo material injetado e consegue facilitara operação para o cirurgião favorecendo que a lesão seja seguramente retirada.

PET/CT (TOAAOGRAFIA POR EMISSÃO DE PÓSITRONS (PET) COM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA (CT))

O exame pode detectar metástases ocultas, inclusive na região óssea, aumentando as chances de tratamento. A localização nos núcleos comprometidos é possível graças ao traçador do radiofármaco aplicado na veia, que é captado pelas células cancerígenas e identificado pelo equipamento PET/CT

Por meio deste aparelho, a Medicina Nuclear atua também no controle das lesões mamárias malignas, após cirurgia, tratamento com quimioterapia e em mulheres cuja doença já esteja controlada. Todos os procedimentos estão no ROL da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, e são cobertos pelos convênios médicos.

Fonte: DIÁRIO DA MANHÃ - GO

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