Diretora da AMBr, Dra. Maria Aparecida, concede entrevista para o Correio Braziliense sobre câncer mama

A médica explicou que idosas também devem se preocupar com o câncer de mama

Postado em: 01/11/2018
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O câncer de mama detectado em mulheres que estão na terceira idade geralmente é menos agressivo. Mas o hábito entre idosas de não tomar os cuidados preventivos, como fazer o autoexame, pode dificultar o tratamento da doença. Como em qualquer idade, quanto antes o tumor for descoberto, maiores as chances de cura. E o fato de ter passado dos 60 anos não é, por si só, um limitador do tratamento.


“Hoje, as idosas têm boa perspectiva de vida. Chegam aos 70 muito bem e vão viver mais 20, 30 anos. Por isso, é tão importante fazer a prevenção”, defende Sérgio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). O médico conta que a paciente mais idosa que acompanhou tinha 99 anos. “Ela não abriu mão de fazer a quimioterapia junto com a neta, que também estava com tumor”, lembra. “Foi curada do câncer e morreu por outro motivo. A idade não foi um problema.”


Sérgio Simon explica que, muitas vezes, o tratamento de câncer de mama em mulheres mais velhas é feito com terapia hormonal. “Em geral, o idoso não aceita bem a quimioterapia. Por isso, o tratamento tem que ser adaptado”, explica. A mastologista Maria Aparecida Freitas ressalta que outro dificultador são as comorbidades. Além do câncer, a paciente costuma ter hipertensão, diabetes, sequelas de um derrame. “Nessas condições, nem sempre o tratamento pode ser feito da melhor possível”, diz.


Palpáveis

Segundo a médica, que também diretora de Relações com a Comunidade da Associação Médica de Brasília (AMBr), depois dos 80 anos, 90% dos casos são de tumores de mama palpáveis. Por isso, a importância de estar sempre alerta quanto à doença e ter o acompanhamento de um profissional que respeite as especificidades da paciente.


Decidir sobre até quando é preciso fazer mamografia anual, por exemplo, depende da condição da mulher. Órgãos de saúde definem as idades mínima e máxima entre os 40 e os 75 anos. “Se a pessoa fez um rastreamento correto até os 75, talvez possa discutir com o médico outra periodicidade. Tudo precisa ser muito bem conversado e analisado”, diz Maria Aparecida Freitas.


Sérgio Simon faz o mesmo alerta. “A escolha do tratamento e do tipo de prevenção demanda muito cuidado e experiência do médico.” A idade média de descoberta do câncer de mama no Brasil é 53 anos. Nos Estados Unidos, que têm uma parcela maior da população na terceira idade, o valor sobe para 62.

Leia aqui a notícia no site do Correio Braziliense

Fonte: Correio Braziliense

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