AMBr defende o revalida

Recentemente apontamos a frequência com que a classe médica se vê assombrada com iniciativas atentatórias à autonomia, liberdade, dignidade e ao extremado esforço de nossa formação acadêmica e profissional. A sentinela das entidades médicas é constante.

Ainda no curso da última semana vimos a imponderabilidade da justiça federal de Ponta Grossa, que, por meio de liminar, autorizou o município a contratar médicos com diploma estrangeiro sem a necessidade do Revalida, por conta da atual pandemia. O CRM do Paraná se posicionou naturalmente contra, recorrendo da decisão. Da mesma forma outros municípios e vários Estados têm buscado o mesmo caminho.

Também recentemente o Conselho Federal de Medicina reafirmou seu repúdio às tentativas de flexibilização do Revalida diante da ação nefasta do Congresso Nacional que tenta aprovar o PL 3.252/2020 , além de outros, e mais recentemente o PL1184/2021, à luz dos mesmos argumentos: o caráter emergencial da COVID 19.

Personagens dos poderes constituídos do país, insistem em recorrer a medidas midiáticas, em absoluta afronta à classe médica que luta e clama pelo fortalecimento do SUS e pela qualidade dos serviços prestados à população. Temos ao nosso lado a atuação pontual da Frente Parlamentar da Medicina, na liderança do Deputado Hiran Gonçalves, a quem reputamos a atenção por nossas demandas com a sensibilização de seus pares.

Em seus preceitos, a Frente Parlamentar reafirma sua defesa em favor do Revalida, destacando-o como instrumento de referência para atestar a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências para o exercício profissional da medicina em consonância com as necessidades e princípios do SUS , submetendo o profissional estrangeiro aos mesmos critérios de comprovação exigidos aos que se graduam em território internacional.

Desfraldar a bandeira da contratação temporária ou permanente de médicos brasileiros ou estrangeiros formados no exterior, sem a submissão ao Revalida , só degrada ainda mais o nível de atendimento, impactando diretamente na população que não tem acesso aos centros de excelência que juízes, ministros e parlamentares buscam quando necessitam tratar a própria saúde. É um escárnio mascarado de bondade. É uma infâmia travestida de compaixão.

Igualmente, bradar que há insuficiência de médicos no Brasil é outra falácia, Nossa dimensão territorial e as condições precárias oferecidas em áreas mais distantes – estas sim, reforçam a desigualdade na distribuição desses profissionais. Milhares de médicos formados no Brasil ainda não têm acesso à Residência Médica e , a despeito de todo o investimento pessoal e familiar, sobrevivem de pequenos plantões aqui e acolá, quando poderiam estar a serviço do nosso Sistema Único de Saúde, tendo a oportunidade da experiência prática e colocando-se a serviço do povo na situação aflitiva do momento .

Dizemos não à contratação sem Revalida!
Dizemos não à banalização da atividade médica!
Dizemos não a todas as tratativas furtivas ou escancaradas que ferem aquilo que para a classe médica brasileira é principio e é valor.

Diretoria da ASSOCIAÇÃO MÉDICA DE BRASÍLIA

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