AMBr discute judicialização da medicina

Dezenas de especialistas se reuniram no sábado, 9 de fevereiro, para acompanhar o Programa de Educação Continuada da Associação Médica de Brasília (PEC-AMBr), com o tema Judicialização da Medicina ou da Vida: Para onde Vamos? No primeiro painel, sob coordenação do Dr. José Luiz Dantas Mestrinho, houve a palestra do profº Dr. João Costa Neto, que abordou casos da medicina ligados ao Superior Tribunal de Justiça, e como têm sido avaliados.

Dr. João Costa Neto explicou a razão pelo qual os planos de saúde têm perdido causas, em razão danos morais, por não estenderem tratamentos para pacientes, em especial, quando se trata de home care. “Os tribunais, muitas vezes, tem entendido os casos como abusivos”, afirmou.

Em seguida, foi aberto o painel “Colóquio da Bioética: Eutanásia, Distanásia, Ortotanásia, Interrupções Fertilização in-vitro, Manipulação Genética e Doação de Órgãos”, com a finalidade de mostrar as condutas e como lidar no conforto do enfermo. Na ocasião, foram apresentados casos onde houve a necessidade de intervenção, de acordo com normas éticas e o que preconiza a Organização Mundial de Saúde.

O Diretor de Planejamento da AMBr, Dr. Nasser Sarkis, detalhou um caso da prática clínica, para que fosse aberto um debate sobre como lidar com situações adversas, no que refere ao estado de saúde dos pacientes. Na ocasião, o padre Eduardo Vinícius de Lima Peters foi enfático ao opinar que “não se pode suprimir a vida de alguém, mas, sim, fazer com que tenha um fim de vida com dignidade” – quando não existe possibilidade de reversão do quadro de saúde.

Em seguida, o Dr. Celmo Celeno Porto fez uma breve explicação do ato médico, em um contraponto sobre ortotanásia e distanásia. O assunto também foi debatido pela psicóloga Carla Fragomeni, que destacou a dificuldade para o médico e o manejo do paciente. “É preciso entender que, os familiares do paciente, muitas vezes, entram em desespero, e pode haver seqüestro emocional, com dificuldade de raciocínio, não aceitando o fato que está em sua volta”, explicou Carla.

O Dr. Luiz Fernando Galvão Salinas também somou conhecimento ao esclarecer a necessidade dos cuidados paliativos. Por fim, o PEC-AMBr foi aberto a um debate, com participação expressiva dos médicos.

A matéria completa pode ser conferida na edição especial sobre os 60 anos da AMBr. A publicação estará disponível para leitura em breve. O próximo Programa de Educação Continuada será realizado em março, e as inscrições estão disponíveis no site pecambr.com.br.

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