PEC Polêmicas em Endocrinologia reúne centenas de médicos na AMBr

A Associação Médica de Brasília (AMBr), em parceria com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEn) realizou, na sexta (15) e no sábado (16), o Programa de Educação Continuada (PEC) – Polêmicas em Endocrinologia.

Durante as palestras, especialistas esclareceram e debateram temas como obesidade, uso da Metfirmina no renal crônico, fatores relacionados à esteatose hepática e cuidados com pacientes trans.

Diretrizes relativas a nódulos de tiroide, implicações do hormônio masculino na mulher, uso do hormônio do crescimento também foram assuntos abordados durante esta edição do PEC, assim como o diabetes gestacional e a Telemedicina.

A endocrinologista Dra. Patrícia Sales desmistificou chavões sobre a obesidade e chamou a atenção para a necessidade do tratamento contínuo da doença, que tem como a fase mais complicada, justamente o período posterior à fase ativa da perda de peso.

“A fase de manutenção é a mais difícil. Muitas vezes, o tratamento tem que ser intensificado, nesse período. Se a gente pensa que a obesidade é só uma questão de comer muito e se exercitar pouco, vamos tratar ela de maneira incorreta. É por isso, que a obesidade está tão epidêmica. O tratamento está sendo feito de maneira errada. Muitas vezes, é necessário associar o tratamento medicamentoso e, por vezes, cirúrgico, para conseguir combater essa enfermidade”, disse a endocrinologista.

Durante a palestra Esteatose Hepática: Achado ou Doença?, a hepatologista Liliana Sampaio destacou o crescimento exponencial da doença hepática gordurosa não alcoólica e da fibrose. “A expectativa é que, até 2030, essa seja a principal causa de transplante no mundo”, disse.

De acordo com Liliana, o diagnóstico precoce, monitoramento frequente e a prática de atividade física aliada à uma alimentação adequada são fatores fundamentais para a prevenção e o tratamento. A hepatologista destacou também a importância do tratamento das comorbidades e o incentivo ao paciente, no processo de reversão da fibrose.

A primeira etapa desta edição do Programa de Educação Continuada da AMBr contou ainda com a palestra da endocrinologista, Dra. Hermelinda Pedrosa, que falou sobre a uso da Metfirmina em Pacientes com Doenças Renais Crônicas.

Durante a segunda parte do PEC, na palestra Cuidado com o Paciente Trans, a endocrinologista Elaine Costa abordou as etapas de adequação à identidade de gênero, os critérios para o início da terapia hormonal (e seus efeitos colaterais), além dos parâmetros para a indicação de cirurgia ao paciente. A endocrinologista também falou sobre os aspectos do tratamento do hormônio masculino na mulher.

A médica Valéria Guimarães também somou conhecimento no evento. Ela palestrou sobre Nódulo de Tireoide, onde informou a necessidade de exames específicos para o correto diagnóstico e manejo do paciente, como forma de evitar cirurgias desnecessárias e minimizar sequelas. Nos avanços da medicina, Dra. Valéria chamou atenção para a cirurgia robótica que, segundo ela, tem-se mostrado eficaz quando existe a necessidade de cirurgia, embora o procedimento seja oneroso.

Outro tema abordado durante o PEC foi o de “Hormônio do Crescimento no Adulto”, palestra ministrada pela Dra. Luciana Naves. A médica discorreu sobre diagnóstico laboratorial e deficiência do GH no adulto  – informando que as causas podem ser congênitas, idiopática, inflamatória ou infiltrativa e tumoral.

Já a médica Thais Lauand palestrou sobre “Diabetes Gestacional e o que há de Tratamento Além da Insulina”, ao esclarecer que o uso da insulina é a primeira das escolhas nas principais diretrizes. No que se refere ao uso de metformina, ela compartilhou que parece não ser adequada em vigência da perda de peso.

O PEC Polêmicas em Endocrinologia também abriu espaço para a discussão sobre Telemedicina, assunto que têm gerado dúvidas entre o meio médico. A Dra. Rosylane Rocha compartilhou sua experiência como conselheira do Conselho Federal de Medicina e indagou sobre a aplicabilidade em regiões remotas, onde não se tem acesso à internet.

A matéria completa pode ser conferida na próxima edição da revista Médico em Dia. A publicação estará disponível para leitura em breve, na Associação Médica de Brasília.

 

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